Morreu à 1h45 de domingo, 31 de julho, na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional de Franca, um dos mais tradicionais empresários do comércio francano, Paulo Sérgio Jorge. Tinha 71 anos. Esteve internado por 13 dias batalhando contra uma infecção bacteriana causada por endocardite. Seu organismo não resistiu.
Foi o continuador da empresa da família, a Casa São Paulo, fundada em 1944. Com o mesmo tino comercial e herdeiro da facilidade de relacionamento que definia seu pai, Paulo chegaria à empresa para renortear uma parte do empreendimento: junto aos tecidos, criou área de presentes, que ao longo dos anos, foi ampliando.
Com a morte do Abrão, Paulo dedicou-se a consolidar a transformação do negócio em loja de presentes finos. Deu certo. Mais alguns anos, abriria filial da tradicional loja da rua Álvaro Abranches, na avenida Ismael Alonso y Alonso. Nos anos 90, levou o filho Fernando à gestão do negócio. Fora das atividades da tradicional casa de comércio, Paulo foi radialista, comentarista esportivo, narrador e um dos coordenadores da fase inicial da TV Imperador de Franca, origem da atual TV Record de Franca.
Cidadão prestante, podia-se sempre sabê-lo apoiando ou motivando atividades comunitárias. Com o pai, um dos fundadores do Clube de Campo da Franca, participou de gestões do clube. Integrou também o Rotary Clube.
Segundo Aparecido Mendes Barbosa, que atua na Casa São Paulo há 58 anos, Paulo Jorge foi mais que patrão. “Orgulho-me de dizer que o considerava um irmão. Com os pais dele aprendi o ofício que tem sido minha vida, e comecei com eles aos 14 anos. A prioridade da vida de Paulinho era deixar as pessoas à vontade. Tinha imensa capacidade de comunicação. Também, de respeitar quem com ele se relacionava. Foi a representação do amigo ideal com quem sempre se podia contar: quantas vezes o vi se preocupando em encontrar caminhos para quem se aproximasse com um pedido de ajuda...”
Deixou, viúva, a senhora Rejane Rached Jorge. Do enlace, três filhos, o empresário Fernando Rached Jorge, casado com Roberta Maranha; o juiz Paulo Sérgio Jorge Filho, casado com Roberta Caparelli; e o advogado Roberto Rached Jorge, casado com Mily.
O velório aconteceu na sala 8 do São Vicente de Paulo. Lá estiveram frei Ditinho, da Paróquia de Nossa Senhora das Graças; e monsenhor José Geraldo Segantin, pároco da Catedral, saudando a memória de Paulo Jorge. Também falou a jornalista Patrícia, amiga próxima da família. Às 15 horas do domingo, o corpo seguiu ao Crematório Ecológico de Ribeirão Preto, com serviços da Funerária Nova Franca.