O Ministério Público pediu a busca e apreensão na casa do vizinho de Alda Poggi Pereira, de 59 anos, que esfaqueou a filha grávida e o neto de 4 anos dentro de casa, em Ribeirão Preto, São Paulo.
Além do pedido de busca e apreensão na casa do vizinho, também foi pedida a reconstituição do crime. O vizinho César Vassimon Júnior foi o primeiro a chegar na casa após o crime e impediu a professora de música Alda de cometer suicídio. Em depoimento, a autora das facadas afirmou ser amante de César e alegou que ele a teria ameaçado.
“Ela, em um primeiro momento, negou. Depois, admitiu que tinha um relacionamento com o vizinho. Ele nega. O marido disse que nunca soube de nada. As filhas também disseram que nunca desconfiaram de nada. Então, a gente ainda não sabe realmente o que a levou a fazer aquilo”, explicou o promotor Marcus Tulio Nicolino ao site G1.
Alda permanece internada em um hospital psiquiátrico em Jaboticabal, São Paulo, desde que recebeu alta médica. No dia do crime, ela chegou a se ferir com a faca. “Mesmo que ela não participe, o vizinho tem que explicar como chegou a casa, como tentou desarmá-la. Isso está muito nebuloso. Ele vai ter que demonstrar materialmente como foi isso, para ver se tem pertinência a versão que ele apresentou”, contou Nicolino.
O promotor também solicitou que Alda seja examinada por médicos peritos, a fim de comprovar se ela sofre de algum transtorno psiquiátrico. "A gente ainda não sabe se ela teve um surto psicótico, ou se ela premeditou o crime. É muito importante, antes de falarmos sobre a motivação, esclarecer qual a situação mental dela. Se ela é louca, se não é, se sofre de esquizofrenia, ou não", revela Nicolino.
Momentos antes do crime, Alda comprou uma faca, a mesma usada para esfaquear a filha e o neto. A polícia tenta descobrir se o crime foi premeditado. "Se ela era sã mentalmente, a gente pode ter a possibilidade de ter premeditado o crime e, para premeditar, teria um motivo. Só que esse motivo ainda não está evidenciado. A polícia tem tempo para trabalhar com todas as possibilidades que ainda não ficaram esclarecidas", conclui o promotor.
Alda Poggi Pereira, de 59 anos, que esfaqueou a filha grávida e o neto de 4 anos