09 de julho de 2026

Morreu Júlio Marcos Gimenes


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Júlio Gimenes foi sepultado dia 4, no Cemitério da Saudade.

“A determinação dele, em tudo o que fez, é um dos muitos exemplos de vida que nos deixou”

Morreu às 7h40 do dia 4 de julho, no Hospital São Joaquim/Unimed, Júlio Marcos Gimenes. Tinha 55 anos. Enfrentou, pela vida, problemas na coluna. Nos últimos anos, suas dores se agravaram. Nos vários exames que realizou, não encontrou diagnóstico ou tratamento preciso. O desconforto, a partir de certo tempo, exigiram que se afastasse de sua profissão. “Desde dezembro do ano passado, a debilidade física que tomou conta dele ficou muito visível. Preocupados, o levamos a nova série de exames, mas, de novo, nada. Nenhum dos tratamentos prescritos lhe trouxeram alívio. Em março, resolvemos interná-lo para aprofundar, de uma vez por todas, a tentativa de diagnóstico. Foi então que, finalmente, a doença se mostrou. Ele tinha um tumor na coluna, e metástases se produziram. O internamos de novo dia 2, mas já não havia o que fazer”, disse, entristecido, o filho Gustavo.

Júlio era francano, filho de José Júlio Balduíno Gimenes e Laurinda Vitalina de Andrade; irmão do policial aposentado Paulo, casado com Maísa; do sapateiro Antônio Augusto, casado com Ana Elisa; do policial civil em São Paulo, Sérgio Adriano, casado com Fátima; do advogado e diretor do Escritório Contábil Francotec, André, casado com Sandra; Juliano, casado com Neuza, proprietários da Pastelaria Sabor Brasil. Era chamado de ‘tiozão’ pelos sobrinhos Milene, Gabriel, Thiago, Ana Flávia, Sérgio Júnior, Caio, Maria Laura, Maria Fernanda e João Paulo.

Deixou, viúva, Vanda Lúcia Otoni Gimenes, depois de 33 anos de casamento que começou com um “Correio Elegante” em quermesse realizada no Leporace. “Ele era calado, tímido, e eu também. Recebi o ‘correio’ e, por vergonha, não respondi. Felizmente, ele insistiu. Não à toa estivemos juntos 33 anos e formamos uma linda família”, disse Vanda.

Do enlace, três filhos (Aline, casada com bancário integrante da Caixa Federal em São Paulo, Eric Monti; Gustavo, casado com Heloiza, ele consultor tributário e ela, auxiliar contábil, residentes em São Carlos/SP; Eduardo, programador de software da Beta), e uma neta, Mariah, que Júlio dizia ser “sua netinha mais querida”.

Iniciou-se no trabalho como aprendiz em indústria calçadista. “Na época em que conheceu mamãe, funcionária de Calçados Cíncoli, ele trabalhava em Calçados Charm, mas o sonho dele era a Química. Se formou na Unifran e foi atuar na área, empregado pela Ivomaq. Passou também pela Metalvale e pela usina que produzia o Leite Nilza, em Brodosqui. Estava na Metalfenix quando, já debilitado pela doença, foi afastado do trabalho”, disse o filho.

De pouca fala mas bem humorado, Júlio tinha, por hobby, os horóscopos. Brincava com os amigos dizendo-lhes que se cuidassem, porque sabia o que lhes aconteceria. “Foi um excelente pai. Quis que estudássemos e hoje somos quem somos, pelo cuidado e amor dele e de mamãe, que nos ensinaram que a escola é essencial. Era um mestre no jogo de xadrez. Ganhei dele poucas vezes, mas penso que ele tenha permitido. Assim, me estimulava a prosseguir. A determinação dele, em tudo o que fez, é um dos muitos exemplos de vida que nos deixou e aos tantos amigos que fez”, concluiu o filho.

Seu velório foi realizado no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, aconteceu às 16 horas do dia 4, no Cemitério da Saudade.