09 de julho de 2026

Morreu Adilson Fernando Batista


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“Lembramo-nos das lições de nossos pais e avós: a gente tem que estar com os nossos até o último momento”

 

Morreu às 20h16 do dia 26 de junho, na Santa Casa de Misericórdia de Franca, o profissional de segurança Adilson Fernando Batista. Tinha 45 anos. No sábado, dia 25, foi encaminhado ao PS “Álvaro Azzuz”, com forte crise respiratória. Exames indicaram possibilidade de gripe H1N1. Encaminhado à Santa Casa, foi diagnosticado com pneumonia. Hipertenso e portador de diabetes há mais de sete anos, foi acometido por crise renal e piorou. “Meu irmão sofreu paradas cardiorrespiratórias e, apesar da competência e carinho de médicos e enfermeiros do hospital, especialmente do médico Marcelo de Paula Lima, não sobreviveu. O atestado de óbito registrou edema pulmonar, insuficiência renal e diabetes’, disse o irmão Denilson.

Era filho dos lavradores Nério Batista e Vilma de Lourdes Carlos Batista, já falecidos; irmão de Eliana, casada com Jairo Figueiredo, funcionários de fábricas de calçados de Franca; e do fotógrafo, e contra-regra de escolas de ballet francanas, Denilson, o Denny D’Carlo. Estava divorciado de Meg Gutier. Do enlace, um filho, Ítalo. Do casamento da irmã Eliana, dois sobrinhos, Karen e Bruno.

De sua família, Adilson foi a primeiro a residir em Franca, acolhido pela avó Maria do Carmo Batista, que, já idosa, estava viúva de João Batista. “Meus pais moravam no Sítio São Geraldo, em Cristais Paulista (SP). Adilson, o mais velho, decidido a procurar trabalho, seguiu para Franca para morar e cuidar de vovó. Logo depois, seguiu Eliana, com a mesma finalidade”, disse Denilson.

Adilson se empregou em fábricas de calçados. À noite, fez Supletivo. “Queria se tornar segurança patrimonial. De perfil confiável, sério, decente, conquistou trabalho na boate Embalus, instalada no antigo Cine Avenida, da Presidente Vargas. Logo se tornou chefe da segurança. Depois, trabalhou na Contra-Mão, e na Tio Sam. Também atuou no Comércio da Franca, à época, na rua Ouvidor Freire. Tinha orgulho de haver prestado serviço lá. Fez, como dizia, amigos em várias áreas, o que lhe possibilitou outros serviços particulares”, contou o irmão.

Segundo Denilson, o irmão vibrava com a profissão e queria se profissionalizar. Alcançou tal condição em 1997. “Ele fez caratê e se tornou faixa preta. Depois, fez curso na Estrela, empresa de formação de segurança privada em Ribeirão Preto, e se sindicalizou. Tinha porte de arma, mas tinha orgulho de nunca tê-la usado. Afinal, tornou-se um mestre em negociação, fala equilibrada, poder de conciliação”. Seus últimos empregos na área foram no Ministério Público de Franca — mais de uma década — e, por dois anos, na Fundação Casa.

“O diabetes tirou quase tudo de meu irmão. Perdeu a visão do olho esquerdo e parte da do olho direito. Gradualmente deixou de exercer sua vocação. Ficou depressivo. Foi morar comigo, e fiz o que pude para melhorar sua auto-estima. Deixei de trabalhar. Comigo, Karen, que tinha Adilson não apenas como tio, mas como a irmão mais velho. Doamo-nos a ele. Ela estava com Adilson quando ele morreu na Santa Casa. Está arrasada. Estamos. Nos lembramos das lições de nossos pais e avós: a gente tem que estar com os nossos até o último momento, mas é triste, é impossível não sofrer”, concluiu Denilson.

Velório e sepultamento de Adilson Batista aconteceram dia 27, no Cemitério Santo Agostinho. Neste sábado, 2 de julho, haverá missa de Sétimo Dia por intenção de sua alma, na Capelinha, 19 horas.