10 de julho de 2026

Mãe de Priscila Belfort aguarda reconhecimento de ossadas há 3 anos


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Priscila Belfort desapareceu há 12 anos

Jovita Belfort, mãe de Priscila Belfort, que desapareceu há 12 anos, aguarda desde 2013 que o IML pericie ossadas que estão no local, a fim de descobrir se uma delas pertence à jovem.

A diretora do Instituto de Pesquisas Genéticas Forenses, Sandra Martha, teria revelado a Jovita que são necessários R$ 33 mil para comprar 50 litros de nitrogênio a fim de realizar os procedimentos. A Polícia Civil afirma que uma licitação foi feita e que aguarda os recursos do Estado do Rio para adquirir o material. Segundo uma reportagem do G1 em 2014, pelo menos 200 ossadas aguardavam reconhecimento genético.

"Todos os dias eu ressuscito a Priscila pela manhã e enterro ela à noite, quando vou dormir, por não ter conseguido nada naquele dia. O desaparecido é uma coisa tão brutal, porque o próprio remédio é o veneno, já que você precisa falar, se expor, contar. E a sociedade não está preparada para discutir isso", lamentou Jovita. O desaparecimento da jovem, aos 29 anos, aconteceu em 9 de janeiro de 2004.

" Este material faltando prejudica o profissional. Além de nós termos poucos profissionais, não temos o equipamento e o material, e isso dificulta o laudo e toda a investigação, porque a falta do trabalho dos peritos não é concluída e prejudica todo o trabalho da polícia", conta o diretor do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Fernando Bandeira.