09 de julho de 2026

Morreu Ananias Ricardo Neves


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Ananias Neves foi sepultado dia 22, 9 horas, no Cemitério Santo Agostinho.

‘Papai, rigoroso, nunca deixou de nos lembrar que a vida não é, e nunca será fácil’

Morreu na terça-feira, dia 21, 13h30, na Santa Casa de Misericórdia de Franca, o senhor Ananias Ricardo Neves. Teria feito neste dia 22, 83 anos. Na quinta-feira, 16 de junho, profundamente debilitado por insuficiência renal aguda, diabetes e em crise hipertensiva, foi levado à Santa Casa. Medicado e estabilizado por médicos, especialmente Aniette Renom Espineira, e enfermeiros (profissionais aos quais a família agradece pela grande atenção com que atenderam o pai), Ananias ganhou alguma qualidade de vida. “Nos dias seguintes, entretanto, o organismo dele começou a pagar o preço da idade. Esteve acamado por semanas antes da crise que o levou à hospitalização. Seus órgãos — como nos explicaram —, entraram em falência. Estava sofrendo. Temos que agradecer a Deus por tê-lo levado”, disse o filho Ronaldo.

Ananias era natural da região rural de Claraval (MG), imediações da Porteira da Pedra. Estava viúvo há 28 anos de Maria Reginalda Neves. Tiveram 34 anos de casamento, cinco filhos (o contabilista Antônio; o funcionário de indústria de temperos, Demóstenes, casado com Sueli; o vendedor da área de alimentos, Laércio; o funcionário de fábrica de facas para calçados, Edinaldo; e o garçom de 17 anos de trabalho no ‘Moringa Gelada’, Ronaldo, casado com Rosângela). Também, sete netos (Débora, Amanda, Vinícius, Douglas, Stéfany, Luan e Lidiane).

Com a morte da mulher, Ananias preferiu vender parte de suas terras e fixar moradia em Franca. Os filhos, que até aquele momento haviam sido apoiadores do trabalho na terra e na pecuária, chegavam à idade de buscarem seus próprios rumos profissionais e formarem suas próprias famílias, e o pai acreditava que, em Franca, teriam melhores oportunidades de trabalho.

“Papai e mamãe fizeram tudo o que puderam para que todos os filhos estudassem. Estiveram o tempo todo atentos para que a gente tivesse, no mínimo, o ensino médio pra gente enfrentar a vida com conhecimentos adequados. Torceram nossas orelhas quando foi necessário. Tivemos berço, e excelente berço. Para nós, mamãe foi um estrela que nunca se apagará. Papai, mais rigoroso, foi o contraponto a nos lembrar que a vida não é, e nunca será fácil. O perdemos, mas suas lições serão lembradas para sempre”, disse Ronaldo.

O velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, foi realizado às 9 horas de ontem, dia 22 de junho, no Cemitério Santo Agostinho.