Os Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo afirmam que não tiveram suas reivindicações atendidas pelo governo e, por isso, continuarão a “greve branca” que realizam desde o início de maio, sem aplicar os autos de infração e imposição de multa (AIIM) às empresas sonegadoras. Segundo a assessoria de imprensa da categoria, apenas no mês de maio foi registrada uma redução de 65% na quantidade de AIIMs, o equivalente a mais de R$ 416 milhões em recursos extras para o governo. Em junho de 2015 foram emitidos 1.282 autos de infração, que proporcionaram R$ 3,29 bilhões de receitas extras ao governo.
“Os fiscais têm condições e soluções para ajudar a tirar o Estado de São Paulo da crise de arrecadação atual. Queremos fazer mais, só que para isso nossas propostas precisam ser ouvidas e nossa carreira valorizada. Porém, inexplicavelmente, contamos com o descaso do governo, que não recebe a classe há quase dois anos”, afirma Alfredo Maranca, presidente do Sindicato dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo (Sinafresp).
Para recuperar as finanças do Estado, os Agentes Fiscais de Rendas propõe a aprovação da Lei Orgânica da Administração Tributária (LOAT), que está parada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. “Nós lutamos por justiça fiscal, transparência e benefícios para toda a sociedade paulista. Todos esses atributos indispensáveis estão contemplados na LOAT que, inexplicavelmente, está engavetada há anos”, reforça o presidente do Sinafresp.