O pai de uma jovem que morreu durante um atentado em Paris está processando o Google, o Facebook e o Twitter.
Reynaldo Gonzalez alega que estas empresas permitiram que o grupo extremista do Estado Islâmico usasse suas ferramentas para fazer propaganda, arrecadar fundos e recrutar colaboradores. A filha de Reynaldo, Nohemi Gonzalez, tinha 23 anos e estava em um restaurante quando os terroristas fizeram o ataque em novembro de 2015. Na ocasião, 129 pessoas morreram e o Estado Islâmico assumiu a autoria do ataque.
“Por anos, os réus tiveram conscientemente permitido o grupo terrorista Estado Islâmico usar suas redes sociais como ferramentas para espalhar propaganda extremista, levantar fundos e atrair novos recrutas”, diz um trecho da ação. “Sem Twitter, Facebook e Google (YouTube), o crescimento explosivo do EI nos últimos anos e que permitiu ao grupo se transformar no grupo terrorista mais temido no mundo não teria sido possível”, continua o texto.
O advogado de Reynaldo explicou à agência de notícias Associated Press que “essa acusação não se trata do que as mensagens do EI diziam”. “É sobre Google, Twitter e Facebook permitirem que o EI usasse suas redes sociais para recrutamento e operações”, revela o advogado Ari Kresch.
De acordo com o site G1, esta não é a primeira vez que acontece uma ação judicial desse tipo. Em janeiro deste ano, o Twitter foi processado por uma mulher que perdeu o marido, o ex-militar morte-americano Llloyd Fields Jr., em um ataque em Amã, na Jordânia. O ex-militar treinava forças policiais de países do Oriente Médio.