Uma mulher de 33 anos procurou a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) na última terça-feira, 14, para denunciar o calvário que tem vivido desde que o filho de apenas um ano e oito meses foi atendido no Hospital São Joaquim. Segundo a mãe, por causa de uma injeção aplicada no início de abril, o bebê perdeu o movimento de uma perna e, desde então, tem passado por sessões de fisioterapia e consultas que não definem seu diagnóstico.
Aos policiais da especializada, a moradora do Jardim Tropical afirmou que, no dia 6 de abril, levou o bebê ao hospital porque vomitava muito. Um médico receitou três injeções de Dramin e, segundo a mulher, na segunda dose, a enfermeira aplicou em um local bem abaixo da primeira injeção. Isso chamou sua atenção e teria sido assim que o início do problema.
Como a vítima continuava chorando de dor e não conseguia movimentar a perna onde as injeções foram aplicadas, a mãe voltou no hospital no dia seguinte e ouviu de um médico que “era normal”. Mas, de acordo com ela, o filho não conseguia mais andar.
Motivada pela perda de movimento da criança, a responsável voltou ao hospital diversas vezes. Consultas, exames e procedimentos foram realizados e, conforme seu relato à polícia, nenhum diagnóstico foi dado. Apenas em uma ressonância feita recentemente que ela teve a resposta de que a injeção causou a paralisia do filho.
Desde então, de acordo com a mãe, a criança manca da perna e continua chorando de dor. Ela revelou ainda seu drama de não saber se o filho terá sequelas e que o médico recomendou fisioterapia para tentar recuperar os movimentos.
Em resposta à reportagem do Comércio da Franca, a assessoria do Hospital São Joaquim enviou uma nota. “O menor já foi avaliado por especialistas e seu caso ainda está em fase de diagnóstico. O assunto está sendo tratado diretamente com os familiares”, informou. O caso foi registrado na DDM e será investigado nos próximos dias.