09 de julho de 2026

Cão é oferecido como brinde em bingo de igreja e caso repercute na internet


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Há uma lei municipal que proíbe a doação de animais domésticos em sorteios, brindes e rifas

A premiação de um bingo ocorrido em Ribeirão Preto, São Paulo, está causando polêmica. A Paróquia Santa Terezinha Doutora colocou um cão como um dos prêmios.

O caso foi denunciado e será investigado pelo Ministério Público, pois há uma lei municipal que proíbe a doação de animais domésticos em sorteios, brindes e rifas. A assessoria da cúria da Arquidiocese de Ribeirão explicou que o responsável pela paróquia, o padre Paulo Henrique Martins, só se pronunciará depois de manifestação da Promotoria.

De acordo com o site G1, o bingo aconteceu no último final de semana e o cãozinho era o prêmio de uma das rodadas. Integrantes de grupos de proteção de animais divulgaram fotos da premiação no Facebook. Uma das publicações possui 198 compartilhamentos e 417 reações. Os comentários, em sua maioria, desaprovam a conduta da paróquia.

A empresária Flávia Frederico, voluntária da ONG Murilo Pretinho, explica que a doação de animais como prêmio segue na contramão da conscientização sobre a posse responsável, pois o ganhador não assume compromisso de cuidar do animal ao recebê-lo. “Nós não estamos tratando de um objeto de valor, mas de uma vida. Esse tipo de coisa também reforça a cultura do desprezo pelos animais de rua. O animal de raça é tão valioso que se tornou um prêmio, virou status, enquanto o animal de rua é enxotado”, continua a empresária.

A situação também não segue de comum acordo entre as autoridades. O site aponta que a lei que proíbe a doação de animais domésticos em sorteios, brindes e rifas não está regulamentada. A vereadora Viviane Alexandre (PSC), autora do projeto, afirma que caso a Prefeitura não assuma a responsabilidade, o Ministério Público poderá intervir.

Já o promotor Ramon Lopes Neto diz que não há registro de maus-tratos nesse caso e, portanto, a punição seria apenas em âmbito administrativo. O chefe do departamento de Fiscalização Geral, Luiz Carlos Vilela, alega não ser responsável pelo caso e que sequer foi comunicado.