10 de julho de 2026

Em 34 dias, 6 pessoas foram baleadas na zona sul


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Dois homens foram baleados na rua Maria Laura Gomes, no Jardim Aeroporto 4

No último final de semana, a violência ressurgiu na zona sul de Franca e, com ela, o medo voltou a assombrar os moradores. Isso porque, em apenas 34 dias, seis pessoas já foram baleadas no Complexo Aeroporto. Em somente um dos casos, o responsável foi preso. Todas as outras ocorrências seguem sob apuração no setor de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca.

O primeiro caso aconteceu na noite do dia 2 de maio, quando Carlos Eduardo de Souza, de 33 anos, levou oito tiros enquanto estava em um bar do Jardim Aeroporto III. Dois homens, em uma motocicleta, que foi roubada minutos antes, próximo ao local do crime, chegaram ao estabelecimento e, segundo informações da Polícia Militar, o garupa da moto desceu e efetuou os disparos contra a vítima que estava sentada em um dos bancos do bar.

Após os tiros, o acusado fugiu com o comparsa. Carlos Eduardo foi socorrido por populares à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro onde recebeu os primeiros socorros antes de ser transferido para a Santa Casa. Ainda no hospital, ele foi ouvido pelos investigadores e afirmou desconhecer os responsáveis. A vítima passa bem, mas ainda não há previsão de alta médica.

Na noite do dia 14, outro crime aconteceu a poucos metros do local em que Souza foi baleado. O ex-detento Thiago Batista Marciano, de 32 anos, foi assassinado com três tiros na avenida César Martins Pirajá.

Populares acionaram a polícia e o Samu, que socorreu a vítima ainda com vida à UPA, mas devido aos ferimentos, não resistiu e morreu minutos depois. Ninguém teria visto o autor dos disparos e ainda não há pistas.

No dia seguinte, outros dois homens foram baleados na rua Maria Laura Gomes, no Jardim Aeroporto 4. Os dois estavam em um Corsa verde, quando foram surpreendidos por dois homens que chegaram atirando com uma arma de grosso calibre.

Welizer dos Reis Silva, 23 anos, e Carlos Ivan de Paula, 38 anos, foram atingido pelos disparos. Eles foram socorridos à UPA do Jardim Aeroporto, mas a unidade estava sem médico. Foi necessário auxílio da Polícia Militar, para comparecimento de unidades do Samu. Ambos foram levados para a Santa Casa, onde permaneceram internados. Também não se sabe quem foi o responsável.

No final da noite do dia 17, outro crime envolvendo arma de fogo foi registrado. Desta vez, no Jardim Aeroporto II. Segundo a Polícia Militar, a auxiliar de serviços gerais Naraline Oliveira, 26, foi vítima de um crime passional. O suspeito de ter atirado é o ex-marido, o funileiro Marcos Ferreira de Jesus, 36, que fugiu, mas, minutos depois, mas foi preso por uma viatura da Força Tática, em casa. A arma também foi apreendida.

A vítima, que recebeu um tiro na cabeça de raspão, foi socorrida em estado grave até a Santa Casa de Franca e teve alta dois dias depois. O homem permanece preso por tentativa de homicídio.

Dezenove dias depois, mais um baleado na área do Aeroporto. O desempregado Luis Henrique Oliveira, de 23 anos, foi alvejado com cinco tiros dentro da quadra da escola Lydia Rocha. A vítima, que já tem passagens por roubo, tráfico de drogas e furto, foi atingida duas vezes na perna esquerda, sendo uma no joelho e outra na canela.

Luis Henrique foi socorrido à UPA do bairro por populares e, depois, transferido para a Santa Casa. Ainda na tarde de domingo, 5, teve alta.

Assim como nos outros casos, ele também manteve o silêncio acerca do homem encapuzado que invadiu a escola e atentou contra sua vida. Não há, ainda, a identidade do responsável, e o caso foi encaminhado para a DIG nesta segunda-feira, 6.