Franca, 31 de outubro de 2015, 4h30, avenida Paulo VI. Um veículo completamente destruído. Marcas de pneus pelo asfalto, uma árvore arrancada e sangue espalhado pelos bancos e na grama do canteiro central da via. Três jovens mortas: Mariana Luiza de Sousa, de 19 anos; Bruna Cintra Justino, 20, e Carolina Rodrigues Borges, 20. Já se foram sete meses de dor para as famílias e expectativa para que o caso seja finalmente levado à Justiça e o motorista, penalizado.
O responsável é o auxiliar-geral Cairo César Cruz, de 24 anos, que dirigia o Linea no momento do acidente. Ele ficou gravemente ferido e, após 12 dias no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa, teve alta e prestou esclarecimentos à polícia. Sua versão de que não teria ingerido bebida alcoólica na padaria Boulevard, onde estava com uma turma e as vítimas antes do acidente, não convenceu o delegado Dalmo Mateus Polo, do 4º DP. Segundo testemunhas, Cairo bebeu.
O jovem está indiciado por homicídio doloso na modalidade dolo eventual (quando o indiciado prevê o resultado de um crime, não quer o ocorrido, mas assume o risco de matar). E, embora isso tenha ocorrido em dezembro do ano passado, o caso será despachado para o Ministério Público só no final desta semana, em que se completam sete meses do acidente. Segundo Polo, a demora aconteceu ele solicitou mais imagens das câmeras e um trabalho de investigação acerca do tempo que os jovens ficaram na padaria. “Com esses documentos, temos mais elementos de que a confraternização no estabelecimento foi regada a álcool. Tendo isso como base e os depoimentos, inclusive da Laura (irmã de Carolina, que foi junto para a padaria), poderemos garantir que ele responderá pelas mortes”, disse Polo.
Relembre como foi o acidente: