O laudo da perícia no caso da adolescente vítima de estupro coletivo no Rio de Janeiro diz que a demora em realizar o exame na jovem, feito quatro dias após o crime, foi determinante para que não fossem encontrados indícios de violência.
Além do exame de corpo de delito, o vídeo divulgado nas redes sociais também foi analisado. “Não há vestígios de sangue nenhum que se possa perceber pelas imagens que foram registradas. Eles [os peritos] já estão antecipando, alinhando algumas conclusões quanto ao emprego de violência, quanto à coleta de espermatozoides, quanto às práticas sexuais que possam ter sido praticadas com ela ou não. Então, o laudo vai trazer algumas respostas que, de certa forma, vão contrariar o senso comum que vem sendo formado por pessoas que sequer assistiram ao vídeo”, disse o Chefe de Polícia Civil, Fernando Veloso, ao Fantástico, exibido na noite de domingo, dia 29.
A adolescente que aparece nas imagens está no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes ameaçados de Morte (PPCAM) e sua atual localização não foi divulgada. Cristina Bento, titular da Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente Vítima, está coordenando o caso e explicou que colocar a jovem no PPCAM foi uma medida de segurança.
“É muito importante, para garantir a integridade física da vítima. Se houver alguma dúvida, vamos ter que requisitar a oitiva dela e ver uma forma de novamente ouvi-la. Mas eu acredito que não será necessário. Mas eu preciso analisar cada termo de declaração tomado. Estou vendo parágrafo por parágrafo e vou dar uma resposta. Vocês podem confiar”, revela Cristina, que dará mais informações sobre o caso nesta segunda-feira, dia 30.