“Não teve filhos seus, mas realizou-se como mãe legitimada por grande família”
Morreu hoje, quarta-feira, 11 horas, na Santa Casa de Misericórdia de Franca, a senhora Luzia Pádua do Couto. Tinha 93 anos. Dia 21, sábado, foi levada ao PS “Álvaro Azzuz”, para consulta sobre perda progressiva dos movimentos dos braços e pernas, agravada pela idade já avançada. “Mamãe foi diagnosticada com infecção causada por bactéria muito resistente, e seu organismo foi apenado também por dificuldades respiratórias e complicações renais. Nós a internamos na Santa Casa na madrugada do domingo, dia 22. Foi muito bem tratada, mas não resistiu”, disse o filho Sílvio, que trabalha como porteiro dos funcionários daquela instituição.
Luzia estava viúva do senhor Luciano Gabriel do Couto, com quem teve 28 anos de casamento, até a morte dele, há 22 anos. Casaram-se no civil em Franca e, sonho dela, o casamento religioso foi realizado em Aparecida do Norte (SP), na basílica velha. Ela e o marido eram grandes devotos da padroeira do Brasil.
Luciano estava viúvo de seu primeiro casamento com Maria Aparecida de Lima Couto, quando se casou com Luzia. Do primeiro enlace, teve cinco filhos (Ana Thereza, aposentada como professora estadual, viúva de Adair Luís Alves; Ilda, funcionária pública aposentada em escola estadual, conhecida como a “torcedora número um do basquete de Franca”, viúva de Eurípedes Lopes da Silva; Lauro, aposentado por Furnas, repórter esportivo da rádio Hertz; casado com Maria das Graças; Dalva Maria e Eleni, já falecida). No novo enlace, ele e Luzia adotaram Silvio, ainda bebê, hoje casado com Elismara. Integraram-se todos em uma grande e responsável família. “Fui muito bem aceito por meus irmãos do primeiro casamento de papai. Sempre tive orgulhou de ter sido batizado por Ana Thereza, uma das irmãs que ganhei. Não podiam ter me dado melhor presente de chegada”, disse Sílvio.
Dos enlaces dos filhos, vieram os netos Renato, Iara Raquel, Luciano Baiano, Carlos, Lucinea, Fabrício, Fabíola, Fabiene, Anderson, Silvia, Paulo Sérgio, Valéria, Marcos e Isadora e onze bisnetos.
Luciano, pai, foi taipeiro boa parte de sua vida e, depois, contínuo do Banco Commercial de São Paulo, onde se aposentou. Depois do segundo casamento, abriu barzinho na avenida Paulino Pucci, Jardim Francano, e integrou os esforços de comercialização de terrenos do bairro que começava a surgir na cidade.
Luzia foi mãe brava e amorosa, segundo o filho Silvio. “Ela queria o melhor para todos nós. Não aliviava quando era necessário corrigir. Foi, todo o tempo, extremamente preocupada com todos os filhos, e depois, com os netos e bisnetos. Era exímia tricoteira. A princípio, produzia belezas para presentear. Seu trabalho ficou conhecido e ela fez boa clientela. O que ganhava, ajudava na composição da renda familiar. Nossa família foi sempre de gente determinada ao trabalho e nossos pais têm a ver com isso. Foram honestos, gente de muito caráter. Nossa herança é essa”, disse Sílvio.
“Luzia não teve filhos seus, mas realizou-se como mãe legitimada por grande família. Esteve perto de nós em tudo o que precisamos. Cuidou de papai com carinho e determinação quando ele mais precisou, e o fez até sua morte”, disse Ilda.
Velório de Luzia do Couto acontece no São Vicente de Paulo. Sepultamento, por serviços da Funerária Nova Franca, será realizado amanhã, quinta, 10 horas, no Cemitério da Saudade.