“Ela teve uma morte linda, sem sofrer. Deus a tornou tranquila e serena para levá-la”
Morreu às 13h30, do dia 17 de maio, terça-feira, em sua casa, a senhora Estela Bastianini da Silva. Tinha 71 anos. Pelos últimos doze anos permaneceu acamada em função de complicações de doença cardíaca, diabetes, insuficiência renal crônica. “Mãezinha sofreu com várias hospitalizações. Submetia-se a hemodiálise já há algum tempo. Seu organismo estava profundamente debilitado. Na véspera de sua morte, médicos do Hospital São Joaquim/Unimed permitiram que ela voltasse à casa, para perto de nós. Ela teve uma morte linda, sem sofrer. Deus a tornou tranquila e serena para leva-la”, disse Elisabete, sua filha.
Estava viúva há doze anos, de Luiz Miguel da Silva, com quem teve 42 anos de casamento e cinco filhos (José Luiz, falecido; Luiz Donizete, casado com Nílvia; Elisabete, casada com Adriano dos Santos; Maria Elaine, casada com Antônio Giovanni Souza; Auro Sidnei, casado com Valéria), netos (Aline, Felipe, Caio César, casado com Naiara; Sabrina, Naipi, casada com Wellington Pedro Júnior; Naui, e Vitória), e bisnetos (Luís Miguel, Sofia, Lorenzo e Melissa).
Conheceram-se na Escola “Industrial'”, onde estudaram durante a adolescência. “Mamãe trabalhava como costuradora manual, em Calçados Guaraldo. Papai estava empregado na Cenap, indústria de ceras. Depois, ele sucedeu seu pai, o senhor José Bastianini, como funcionário da Saesp, empresa municipal de saneamento básico de Franca. Com a chegada da Sabesp, papai foi contratado pela estatal e lá ficou por 25 anos, até a aposentadoria. Bem empregados, nos deram vida digna, educação caseira de primeira qualidade e escola, já que queriam que a gente tivesse estudo para sermos pessoas melhores”, disse a filha.
A morte de Luiz Miguel lançou Estela em profunda depressão. “Mãezinha e papai se amavam. Depois da morte dele, ela não foi mais a mesma. Dizia-nos que ‘depois que o chapeuzinho vai embora, a viúva não vale mais nada’. Nós a animávamos, mas percebíamos que ela sofria muito. Nunca deixou de ser mãe, avó, bisavó fantástica. Fazia todas as nossas vontades, as dos netos e bisnetos. Aprendemos, com ela, como cuidar de nossos filhos com decência e respeito”, disse a filha.
A família se revezou em cuidados com a mãe nos últimos anos. “Não houve um único momento em que ela tenha ficado só, mas respeitamos sua independência. Ela gostava de ir ao banco receber sua pensão. Mantivemos. Dia 22 de abril foi a última vez que a acompanhamos. Ficou também em nossa memória o Dia das Mães deste ano, última vez que a família esteve toda junta para homenageá-la. Em certo momento, fomos a ela e lhe pedimos que mandasse todos embora, para descansar, mas ela foi firme quando nos disse baixinho: ‘estou muito feliz; deixe todos aqui, perto de mim’. Parece que sabia que seu tempo se esgotava”.
Elisabete agradeceu o cuidado do médico especialista em dor e clínico geral Rodolfo Morais, que acompanhou Estela por anos. Também, “as meninas da Unilar Home Care”, que lhe fizeram visitas semanais e levaram conforto à família.
O sepultamento de Estela aconteceu dia 18 de maio, no Cemitério da Saudade, com serviços da Funerária Nova Franca. Haverá Missa de Sétimo Dia por intenção de sua alma, dia 22, domingo, 19 horas, na Paróquia de São Vicente.