Encontro-me cego em meio
a um mundo propenso a obrigar-mea ver de tudo.
Surdo no meio de uma sociedade
que grita apelos desconexos e contínuos.
Estou atordoado
no instante da vida em que
mais me seria útil o equilíbrio.
Só, quando busco uma mão para segurar.
Como encontrar você,
quando me perdi de mim mesmo?
O que dizer quando meus sentimentos
estrangulam minha garganta e impedem a voz?
Não posso enxergar com clareza
porque meus olhos cansados e míopes
vivem agora marejados de lágrimas.
E o socorro simplesmente não vem.
Este ser que se agitadentro de mim diuturnamente
esmurra sem descanso minha consciência.
E eu penso no dia em que pararei
e repousarei um pouco de mim mesmo.
Tudo em volta é barulho, confusão
e ilusão imbecilizante.