’Foi desses homens para os quais idoneidade e retidão moral são princípios inegociáveis’
Morreu às 3h30 deste sábado, 7 de maio, no Hospital São Judas, de Barretos (SP), o senhor Agostinho Felício Ribeiro Neto, conhecido panificador francano. Tinha 67 anos. Na madrugada de 9 de dezembro, trabalhando em entregas de produtos de sua fabricação junto ao filho Fernando, foi acometido por AVC (Acidente Vascular Cerebral). Imediatamente socorrido, teve preservada boa qualidade de vida.
O tratamento, à base de anti-coagulantes, lhe causou desconfortos e indicaram necessidade de exames mais aprofundados. Diagnosticou câncer. ‘Internado em Barretos dia 4 de maio, iniciou tratamento radioterápico. Nos dias seguintes, já sem consumir alimentação sólida, Agostinho entendeu que suas forças lhe fugiam. Na noite do dia 6, sexta-feira, pediu para ver os filhos. Enquanto os aguardava, comungou e, força da fé, ficou feliz em ter se alimentado com suplemento alimentar que lhe foi administrado. Os filhos chegaram, e ele os viu, um a um. Por volta de meia noite, voltou a passar mal. Poucas horas depois, sucumbiu’, disse seu genro, Hamilton.
Deixou, viúva, a senhora Maria Aparecida de Paula Ribeiro, depois de 43 anos de casamento. Do enlace, três filhos (Flávia, auxiliar administrativa, casada com Hamilton Marquete, gerente comercial da Stickfran; Fabiano, casado com Eliete; Fernando, casado com Uándrea) e três netos, Pedro, Raul e Rafaela.
Nasceu em Alpinópolis (MG). Sua família escolheu Franca para buscar trabalho e melhores oportunidades de vida. Ao chegar, o ainda jovem Agostinho abriu pequeno bar, mas entendeu que não era exatamente o que queria para si. Empregou-se em panificadora. Descobriu, no dia a dia do negócio, o que chamou de sua verdadeira vocação. ’Queria ser panificador. Trabalhou e economizou até poder fazer proposta para arrendar a padaria estabelecida na Vila Santa Terezinha que o havia empregado. Bom tino para o negócio, dedicado à rotina estressante de iniciar trabalho às duas horas da manhã de todos os dias, inclusive sábados, domingos e feriados, alcançou reconhecimento de boa clientela’, disse Hamilton. ’Quatro anos depois, comprou o negócio. Expandiu as atividades e multiplicou pontos de vendas. Filhos crescidos, admitiu-os no trabalho. Juntos, transformaram a panificação no negócio da família. Os filhos, lições apreendidas do pai, e a determinação que ele lhes transmitiu como norte, continuarão tocando a panificadora daqui em diante’.
A estrutura da família está, hoje, apoiada na indústria da panificação. A atividade permitiu a Agostinho consolidar sua família e, ao mesmo tempo, testemunhar as capacidades empreendedoras dele, paulatinamente também transferida aos filhos. ’Aliás, se há algo que defina a família de Agostinho e Maria Aparecida, esse algo é a dedicação completa e integral ao trabalho. Também Maria Aparecida, além de mãe presente, amiga e educadora, desde sempre também se dedicou ao trabalho, representando produtos de beleza e estética’, disse Hamilton.
Para o genro, Agostinho foi exemplo consumado de honestidade e perseverança. ’Nunca o vi desonrar qualquer compromisso. Dizia que nome respeitado só se constroi com responsabilidade e zelo. Foi, sem dúvida, desses homens para os quais idoneidade e retidão moral são princípios inegociáveis’, concluiu.
Agostinho está sendo velado no São Vicente de Paulo. Seu sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, será realizado neste domingo, às 9 horas, no Cemitério Santo Agostinho.