A morte de uma mulher de 34 anos será investigada por suspeita de que ela tenha sofrido agressão durante uma abordagem policial.
A lutadora Luana Barbosa dos Reis Santos foi abordada por policiais militares na sexta-feira, dia 8, no Jardim Paiva, na Zona Oeste de Ribeirão Preto. A irmã de Luana, Roseli Barbosa dos Reis, afirma que na ocasião, por falta de uma policial feminina entre o grupo que fez a abordagem, Luana se recusou a ser revistada e pediu uma oficial do sexo feminino para realizar a revista. “Ela se vestia de forma masculina e isso influenciou na abordagem, em como o procedimento foi conduzido”, lembra a irmã. Segundo ela, a recusa de Luana em ser revistada pelos pms presentes irritou os oficiais que passaram a agredi-la.
Uma vizinha da lutadora teria testemunhado as agressões, mas preferiu não se identificar, conta o site A Cidade On. “Escutei tiros e gritos e saí de casa para entender o que estava acontecendo. Os policiais bateram nela com o cassetete, fecharam a porta do camburão nas pernas dela e ninguém podia fazer nada”, explicou a testemunha, que afirma ter visto 6 policiais participarem da violência.
“A única coisa que a PM falou era que era uma abordagem, mas ninguém conseguia entender que abordagem era aquela. Nunca vi uma violência dessa na minha vida, não consigo nem dormir mais”, continuou a vizinha, revelando ainda que o filho da vítima também viu a agressão.
Luana foi internada no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, mas morreu na sexta-feira, dia 15. No atestado de óbito da lutadora, consta que ela sofreu um acidente vascular encefálico.
A SSP (Secretaria da Segurança Pública) divulgou nota afirmando que a conduta dos policiais militares será investigada. No boletim de ocorrência feito no dia da abordagem, diz que Luana foi autuada por resistência e lesão corporal. Não há menção a qualquer agressão de policiais contra ela.