A dona de casa Dayana Rodrigues, de 33 anos, ficou comovida com o relato de muitos pais e tomou uma iniciativa que agradou muitas famílias que possuem crianças diagnosticadas com TEA (Transtorno do Espectro Autista).
Cerca de três meses atrás, a dona de casa descobriu que o filho Davi, hoje com 2 anos e 6 meses, sofria com o transtorno. Para que o menino pudesse fazer todo o tratamento, Dayana e a família se mudaram de Pratápolis (MG) para Franca (SP), há dois meses. A dona de casa conheceu muitas famílias, que como ela, tem uma criança com TEA.
"Ouvi relatos de famílias com filhos de 6, 8 anos, que gostariam de levar as crianças ao cinema e pensei: 'Mas é uma coisa tão simples'", revelou Dayana ao Portal GCN. Ela explica que além de não prenderem a atenção por muito tempo em desenhos animados e filmes, as crianças com TEA também são sensíveis ao som e às luzes.
Dayana conta que levou o filho no último final de semana para a praça no Centro de Franca. No local havia muitas pessoas e a banda tocava. Ela não ficou mais do que 2 minutos no local, pois o filho Davi já mostrava desconforto com o barulho.
Pensando em todas as famílias que sonhavam em levar seus filhos ao cinema com tranquilidade, Dayana procurou a Moviecom, no Franca Shopping, para ver a possibilidade de adaptar uma sessão aos portadores de TEA. "A gerente me recebeu muito bem e pediu para conferir a altura do som e a luz adequadas", explicou Dayana. A dona de casa elogiou tanto a gerente da Moviecom Franca, Michela de Oliveira, quanto a subgerente, Roberta Abreu por disponibilizarem uma sala de cinema prontamente. A sessão adaptada, com som e luz reduzidos, acontece na manhã do próximo sábado, dia 16, às 10h. O filme exibido é a animação Zootopia.
Ao publicar em seu perfil do Facebook a sessão especial, Dayana recebeu diversas ligações de pessoas interessadas e, em 24 horas, a sala já estava esgotada. "Muitas pessoas comentaram que estavam realizando um sonho, que era levar o filho ao cinema", comenta a dona de casa.
Entre as famílias que estarão na sessão, algumas não possuem filhos com TEA, mas se interessaram em conhecer a opção adaptada e levar crianças pequenas, com a liberdade de que elas possam se levantar e andar pela sala de cinema, sem que alguém possa ficar incomodado com a presença de tantas crianças. "Acho importante [não restringir a sessão a portadores de TEA], aos poucos as pessoas vão se conscientizando. E que seja a primeira sessão de muitas", comemora a dona de casa.