11 de julho de 2026

Investigação sobre tortura a travesti reabre após 1 ano


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Foi também nesta delegacia, que Verônica teria sofrido as torturas e, suas fotos, com o rosto inchado e seminua foram divulgadas na internet

A investigação sobre a denúncia de tortura, xingamentos e constrangimento supostamente praticados por policias contra a travesti Verônica Bolina foi reaberta.

Entre os dias 10 e 12 de abril do ano passado, a travesti foi acusada de tentativa de assassinato de uma idosa, agressão a uma transsexual e a uma mulher. Presa, Verônica também foi acusada de brigar com policiais militares, com outros detentos e de arrancar a orelha de um carcereiro na cadeia do 2º Distrito Policial (DP), no Bom Retiro, em São Paulo.

Foi também nesta delegacia, que Verônica teria sofrido as torturas e, suas fotos, com o rosto inchado e seminua foram divulgadas na internet. Na ocasião, as investigações foram arquivadas alegando-se que os policiais apenas se defenderam das agressões de Verônica.

Na quarta-feira, dia 6 de abril deste ano, a Corregedoria da Polícia Civil informou que o inquérito está em andamento, o que seria "uma requisição judicial". A justificativa para o arquivamento em 2015 foi a de que a investigação preliminar "não identificou indícios de irregularidade”.

A Promotoria solicitou ainda um exame de sanidade mental da travesti, que ainda não foi realizado. Em seu depoimento, Verônica assumiu que tentou matar a idosa pois a mesma estaria realizando rituais de magia negra contra a travesti. Já sobre o carcereiro que teve parte da orelha arrancada, Verônica justificou que foi agredida por ele e acabou mordendo a orelha do carcereiro, até arrancá-la.