09 de julho de 2026

Homossexual é ofendido e agredido em balada GLS


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Marcos Paulo disse que foi agredido por um grupo de seguranças com murros e pontapés

Um homossexual afirma que foi agredido e ofendido dentro de uma balada GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes) por seguranças do local.

O analista de atendimento Marcos Paulo Siqueira, de 23 anos, estava em uma danceteria na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, em São Paulo, na madrugada de domingo, dia 3. O rapaz, que tinha acesso à área open bar, passou algum tempo na pista e decidiu, ao final da balada, voltar para o setor open bar.

Enquanto esteve na pista, Marcos Paulo relata que um homem, que aparentava estar embriagado, o teria puxado pelo braço e tentado arrancar sua pulseira que permitia o acesso à área com bebidas liberadas. O analista usou um chiclete para deixar a pulseira presa ao braço, uma vez que ela ficou frouxa. Foi ao retornar para o setor open bar, por volta das 5h55, que Marcos Paulo foi barrado por um segurança.

"A agressão foi muito rápida, começou tudo na escada quando comecei a discutir com o segurança que barrou minha passagem dizendo que minha pulseira estava adulterada”, contou o analista ao site G1. Marcos Paulo diz que foi chamado de "viadinho" pelo homem. “Ao ver essa discussão, outro segurança me deu um mata leão e arrancou minha pulseira. Na hora, senti meu braço saindo do lugar", afirma o analista.

Levado à parte externa da danceteria, Marcos Paulo disse que foi agredido por um grupo de seguranças com murros e pontapés, até que o chefe do grupo apareceu e socorreu o rapaz, que ficou com uma luxação no braço e precisou imobilizá-lo. O segurança que havia discutido com o analista, ainda teria feito uma ameaça: “Você deu sorte. Se te pegasse ia quebrar seu braço e sua perna”.

Marcos Paulo registrou uma queixa no 23º DP, em Perdizes, por lesão corporal, ameaça e injúria. O caso será investigado.