08 de julho de 2026

Evento-teste da maratona é bem-sucedido


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Márcio Barreto da Silva foi o vencedor ontem (10) da maratona de rua, que representou o 33º evento-teste para os Jogos do Rio 2016

Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência Brasil


O evento-teste de maratona de rua foi considerado bem-sucedido pelos atletas, pelo Comitê Rio 2016 e até pela Marinha do Brasil, que aproveitou a maratona para testar os grupos-tarefa da corporação que serão utilizados nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Márcio Barreto da Silva foi o vencedor ontem (10) da maratona de rua, que representou o 33º evento-teste para os Jogos do Rio 2016. O corredor completou o percurso de 42 quilômetros195 metros em 2h31m22s. Renilson Vitorino da Silva ficou em segundo com o tempo de 2h 37m 08s e em terceiro, Renilto Batista dos Santos, com 2h41m09s.

No feminino, Marta Magna dos Santos venceu a maratona com 3h37m14s. A largada e a chegada foram no Sambódromo do Rio, região central da cidade. Os atletas passaram pela região portuária e pelos bairros do Catete, da Glória, do Flamengo e de Botafogo.

AvaliaçãoSegundo a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), nove corredores completaram a prova e sete não fizeram o percurso completo. O brasiliense Marilson Gomes dos Santos, bicampeão da Maratona de Nova York, quis conhecer o trajeto, mas percorreu apenas a metade da competição. Após tratamento para se recuperar de uma contusão na panturrilha, o corredor se prepara para a Rio 2016.

A competição serviu para os integrantes do Comitê Rio 2016 verificarem a eficácia do trajeto, as sinalizações e a intervenção urbana provocada pela maratona. A avaliação final foi que a prova foi bem-sucedida. Os atletas também gostaram da competição, apesar do calor. Para os moradores e visitantes da cidade, não foi fácil a manhã nos bairros que tiveram as ruas e avenidas interditadas para a passagem dos atletas.

O engarrafamento em muitas vias provocaram a espera no trânsito. Algumas pessoas tiveram que aguardar no Aeroporto Santos Dumont, porque houve atraso de voos com a falta de equipes que não conseguiram chegar ao terminal, como também os passageiros.

MarinhaO quilômetro 37 do trajeto passou pelo interior do complexo do Comando do 1º Distrito Naval, com isso, a Marinha do Brasil, aproveitou a maratona para verificar a participação de grupos-tarefa que poderão ser empregados nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Como Comandante de Defesa Setorial (CDS) Copacabana, a força testou as ações de comando e controle, as comunicações, os sistemas informatizados para interligar os Grupos-Tarefa Marítimo e Terrestre, Centros de Coordenação Tático Integrado, e Comando Geral de Defesa de Área (CGDA). De acordo com a Marinha, o CGDA e o CDS são estruturas militares, criadas pelo Ministério da Defesa, para dar suporte aos Jogos como força de contingência.

O comandante do 1º Distrito Naval e do CDS Copacabana, vice-almirante Leonardo Puntel, ficou satisfeito com o resultado. “Conseguimos uma maior integração com o Comitê Organizador. Cerca de 90% da Maratona Olímpica passou por nossa área de responsabilidade. E atuamos com nossos grupos-tarefa nessas áreas executando os testes de comando e controle”, disse.

O controle do tráfego aquaviário nas áreas de interesse do evento-teste, o Grupamento Marítimo utilizou um navio-patrulha oceânico, dois avisos-patrulha e embarcações da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro (CPRJ).

O capitão de Mar e Guerra, Ailton Matos de Freitas Júnior, informou que o planejamento do CDS Copacabana começou no ano passado e hoje foi possível colocar em prática no evento-teste. "Fizemos, neste domingo, o gerenciamento das informações para conseguirmos a consciência situacional. Observamos na prática as ações de Comando e Controle e possíveis ajustes para os Jogos Olímpicos”, disse.

Edição: Fábio Massalli