"Da caverna aos arranha-céus, do garrote às armas de destruição em massa, da vida tautológica da tribo à era da globalização, as ficções da literatura multiplicaram as experiências humanas, impedindo que nós, homens e mulheres, sucumbamos à letargia, ao egoísmo, à resignação. Nada semeou tanto a inquietação, perturbou tanto a imaginação e os desejos, quanto esta vida de mentiras que acrescentamos à vida que temos, graças à literatura, para protagonizar as grandes aventuras, as grandes paixões, que a vida verdadeira nunca nos dará.