A Polícia Civil informou na terça-feira, dia 29, que há pelo menos 5 suspeitos de envolvimento na morte da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, dentro de uma escola em Petrolina, Pernambuco. O crime também foi premeditado e realizado por pessoas que conheciam a escola.
No dia 10 de dezembro, o professor durante uma formatura na quadra do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, a menina Beatriz deixou a quadra para tomar água. Depois de 40 minutos de busca, o corpo de Beatriz foi encontrado em um depósito de material esportivo com mais de 40 facadas.
O delegado Marceone Ferreira contou ao G1 que todos os suspeitos mentiram ou caíram em contradição em seus depoimentos. “São personagens que preferimos não identificar inicialmente. Mas, são pessoas de dentro da escola. Gostaria de fazer uma ressalva de que uma coisa é um funcionário eventualmente ter participado, ou sabia ou está com medo de falar o que sabe, uma coisa é o funcionário ter envolvimento com a situação outra coisa é a escola. Mas, esses personagens são pessoas que trabalham na escola”, afirmou o delegado.
Marceone explica que a menina não foi morta no local em que foi encontrada, mas que foi levada para lá. O delegado cita ainda que cerca de 10 dias antes do crime, um molho de chaves sumiu. "As três chaves que sumiram fecham uma triangulação perfeita para a rota de entrada e fuga de suspeitos”, analisa Ferreira.