Marco Antonio dos Santos, Diário da Região*
A estudante universitária Maria Luiza Peres Perossolo, de 18 anos, morreu na madrugada deste sábado (26), depois de inalar gás de buzina. Ela estava em uma festa no condomínio Village Damha 1, em São José do Rio Preto. É a segunda morte no ano provocado pela inalação desse tipo de gás.
De acordo com o boletim de ocorrência, Malu Perez, como era mais conhecida, teria ido a uma loja de conveniência de um posto de combustíveis, no Jardim Primavera, onde comprou uma buzina de gás de 250 ml. Ela foi até a casa de um amigo no condomínio Village Damha, onde passou a inalar por várias vezes o gás da lata.
PARADA
Malu começou a passar mal e logo em seguida debruçou na mesa e não levantou mais a cabeça. Percebendo que a jovem poderia estar com parada cardíaca, os amigos fizeram massagens no torax, enquanto um deles ligou para o Corpo de Bombeiros para solicitar socorro. Quando os bombeiros chegaram à casa, Malu já estava morta e não foi possível usar técnicas para reanimá-la.
Policiais militares estiveram no local e apreenderam a lata de buzina. No boletim de ocorrência, anotaram que a lata continha advertência quanto a super exposição ao gás. O corpo da jovem foi levado para o Instituto Médico Legal e também será analisado pelo Instituto de Criminalística para verificar se o gás foi a causa da morte.
GÁS
A buzina usada nas festas contém os gases propano e butano. O gás expelido pelo bico de aerossol da buzina é o que provoca o barulho e é inalado por quem procura efeitos alucinógenos. A buzina é usada geralmente em jogos esportivos e festas, para fazer barulho, e é vendida livremente em lojas de artigo para festas. O produto é facilmente encontrado inclusive na internet.
Em Rio Preto, é vendido no comércio com valor médio de R$ 12 e utilizado cada vez mais por jovens para proporcionar alucinações. A inalação do propano - um dos componentes da buzina - pode diminuir a concentração de oxigênio no cérebro e causar sensação de euforia e alucinações.
Entre os efeitos físicos, estão a arritmia, que pode causar parada cardíaca, sonolência, depressão, irritação das mucosas e do trato respiratório, além de asfixia e edema pulmonar. De acordo com especialistas, os casos de morte provocados pelo uso do propano são raros e costumam ocorrer quando a inalação é associada com a ingestão de outras substâncias como bebidas alcoólicas.
*(Com informações do jornal Folha Região/Rede APJ)