“Viver não cabe no Lattes” disse a frase cheirando a tinta fresca na parede de uma das maiores universidades do Brasil. Li aquilo e tentei compreender o sentido que aqueles signos possuíam em minha vida, e resgatei uma conversa que tive com uma professora da faculdade. A prosa iniciou quando perguntei se ela conhecia um de seus colegas acadêmicos e ela respondeu: “Conheço o Lattes dele que é péssimo por sinal.”. Imediatamente forcei meio riso esperando que aquilo não passasse de uma brincadeira de mau gosto, afinal, como alguém pode conhecer verdadeiramente um ser humano diante de seu número de publicações em jornais, livros editados ou artigos reconhecidos?! Infelizmente, a professora estava falando sério, assim como uma grande levada de pessoas que conheci durante a graduação; portanto, é preciso refletir sobre isso.