08 de julho de 2026

Histórias que a Vida Conta


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Era uma simples, anônima e pobre mulher. Totalmente desprovida de quaisquer atributos de beleza e feminilidade. Dura, amarga e solitária, sem sorrisos nos lábios finos, sempre em rictus de asperezas monossilábicas. Seus olhos opacos, às vezes em chispas raivosas, transformavam seu semblante estático, isento de emoções.

Seu caminhar, com o tempo, tornou-se mais lento e muitas vezes podia-se ouvi-la a resmungar entre dentes -se é que os tinha, ninguém nunca viu- palavras ininteligíveis.