Conhecida na web por seus vídeos em um canal no Youtube e seus bordões como "lacrar o c* das inimigas", "congelada no nitrogênio" e "tô banhada no hidratante", a travesti Romagaga assustou os fãs ao anunciar que estava deixando as redes sociais.
Em um vídeo emocionado, a travesti diz ter sofrido ameaças na internet. Alguns dias depois, na terça-feira, dia 23, ela voltou a usar as redes sociais. Romagaga divulgou um vídeo no qual explica que sofreu transfobia, mas que com o apoio da amiga MC Trans, enfrentou o medo e retomou suas atividades. "A transfobia me fechou as portas da sociedade. Eu sofri transfobia na escola, era difícil estudar, as pessoas falavam: 'olha o viado, olha o travesti'", relata Romagaga.
"Inúmeras outras [travestis] sofrem transfobia, porque têm que se prostituir na esquina, têm que fazer programa, têm que vender o corpo. Por quê? Porque a sociedade não abre portas", denuncia a travesti.
O desabafo de Romagaga levanta a discussão sobre a violência que atinge o Brasil. A ONG Transgender Europe (TGEU) apurou que o Brasil é o país que mais mata trans e travestis no mundo. Nos últimos 6 anos foram 600 assassinatos, uma média de100 mortes por ano.