Quando era criança, costumávamos ir "à roça dia de domingo." Meu pai tinha alguns amigos sitiantes e lá íamos nós, no tempo de manga, de laranja, de jabuticaba ou em outra especial ocasião. Eu, apesar de amar passeios e convívios, no tocante às frutas sempre aperreava meu pai. Queria, por exemplo, aquela fruta-do-conde que se entrevia no alto da rama. Ontem ganhei da Dalva, amiga de infância, uma dádiva dessas, colhida em árvore de seu quintal. Foi carinho na alma. Viajei ao passado agradecendo o presente: o tempo, a fruta, o dom da amizade.