08 de julho de 2026

A vida avança


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Minha paixão pelo cinema teve início na  infância, quando comecei a frequentar as matinês do Cine Avenida, na Presidente Vargas. Adorava as tardes de domingo, quando conseguia juntar dinheiro para comprar ingresso. Às vezes  ia com amigas; outras, só. Mergulhava naquelas histórias tão distantes da minha realidade, com cowboys atirando no faroeste americano, viajantes passando apuros em paisagens exóticas, gordos e magros  fazendo rir em cópias degastadas pelas reprises. As chanchadas brasileiras me apresentaram Oscarito, Grande Otelo, as Cantoras do Rádio- Marlene, Emilinha, o galã Cil Farney, a estrela da Atlântida, Eliana Macedo, que dizia assim: “O petróleo não é meu, nem seu, nem dele; o petróleo é nosso!” Gentes, que filme era esse? E houve Os dez mandamentos, aguardado com ansiedade, quatro horas de duração que não sentíamos cansativas. Tudo era bom, tudo era novidade, e nem tinha pipoca, quando muito um saquinho de balas Pipper.