Ainda que irritada com a qualidade das salas de cinema em Franca, fui assistir a um dos favoritos ao Oscar 2016, prêmio a ser entregue em março, numa transmissão de TV que alcança milhões de pessoas ao redor do mundo. Levar um Oscar para casa parece ainda importante para os artistas e Leonardo di Caprio, tantas vezes no páreo, pode ver chegada a sua vez. Se o for, será de justiça, pois ninguém que tenha assistido a O Regresso deixará de reconhecer seus méritos como Glass, o protagonista da história que tem como diretor e co-roteirista o mexicano Alejandro Gonzalez Iñárritu , o mesmo que ano passado faturou a estatueta com Birdman. Di Caprio tem poucas falas no filme, de modo que a linguagem facial e corporal é o que lhe resta para expressar sentimentos densos, brutais, cruéis, em todos os instantes viscerais. “Foi o trabalho mais difícil de minha carreira”, disse o ator. É de se acreditar.