08 de julho de 2026

Somos todos selvagens?


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Ainda que irritada com a qualidade das salas de cinema em Franca, fui assistir a um dos favoritos ao Oscar 2016, prêmio a ser entregue em março, numa transmissão de TV que alcança milhões de pessoas ao redor do mundo. Levar um  Oscar para casa parece  ainda importante para os  artistas e Leonardo di Caprio, tantas vezes no páreo, pode ver chegada a sua vez.  Se o for, será de justiça, pois ninguém  que tenha assistido a O Regresso deixará  de reconhecer seus méritos como Glass, o protagonista da história que tem como diretor e co-roteirista  o mexicano Alejandro Gonzalez Iñárritu , o  mesmo que ano passado faturou a estatueta com Birdman.  Di Caprio tem poucas falas no filme, de modo que a linguagem facial e corporal  é o que lhe resta para expressar sentimentos densos, brutais, cruéis, em todos os instantes viscerais. “Foi o trabalho mais difícil de minha carreira”, disse o ator. É de se  acreditar.