A morte de um bebê, com apenas 15 dias de vida, levantou a suspeita de zika vírus. A médica que atendeu o recém-nascido, no Hospital e Maternidade Regional de Franca, registrou um boletim de ocorrência no Plantão Policial, apontando a possibilidade de a criança ser portadora do vírus. A Vigilância em Saúde, porém, descarta veementemente essa suposição e afirma que, na notificação ao departamento, a profissional levanta a desconfiança, apenas, sobre meningite.
Segundo consta do boletim de ocorrência, registrado como morte suspeita, a criança nasceu no dia 25 de janeiro na Santa Casa de Franca e, após apresentar complicações, foi encaminhado para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Neonatal do Regional, no dia 29 do mesmo mês, quando morreu. A médica que realizou o atendimento informou que a criança era portadora de má formação congênita, relatando a suspeita de que o recém-nascido seria portador do zika vírus.
De acordo com o diretor da Vigilância em Saúde, José Conrado Netto, os sintomas apresentados pela criança não entram nos critérios do Ministério da Saúde para ser considerado um caso suspeito do vírus zika.
“A mãe era usuária de drogas e foi acompanhada durante todo o pré-natal. Ela não viajou durante a gestação e, por isso, não teve contato com o vírus. A criança nasceu com hidrocefalia e problemas respiratórios, e esses indícios apontam que não é um caso do vírus zika”, completou.
Até o início da tarde de hoje, 12 casos de dengue foram confirmados na cidade, além de 513 suspeitos. Além disso, 3 casos de zika e 7 da febre chikungunya estão aguardando o resultado.