A cado da Marinha Monique Santanna dos Santos Nascimento, de 23 anos, foi morta na noite de quinta-feira, dia 4, durante uma tentativa de assalto em Cascadura, Zona Norte do Rio de Janeiro.
As amigas da vítima colocavam as malas no carro, uma vez que o grupo viajaria para Cabo Frio no Carnaval, quando foram abordadas por dois homens que se aproximaram a pé. "Não havia quase ninguém na rua, porque era tarde, umas onze horas.
Eles viram as meninas e as abordaram na frente do portão. Pegaram celulares, as chave do carro e as meninas entraram correndo e bateram o portão.
"Minha filha foi ver o que estava acontecendo e os caras atiraram", relatou Osanildo Magal, pai de Monique. O disparo atingiu o peito da jovem, que não sobreviveu aos ferimentos.
"Tiraram metade da minha vida. E eu não culpo os bandidos por isso. Culpo os governantes. Eu sou um pai de família que culpa a presidente Dilma e o governador Pezão pela morte da filha. Os bandidos estão aí porque eles estão deixando. São incompetentes, não tomam providências na área de segurança. Minha mágoa maior é com o abandono da nossa segurança. Nós pagamos nossos impostos em dia. Agora eu estou aqui no IML e só Deus sabe que horas vão liberar o corpo para a gente poder enterrar", desabafou o pai.
Monique ajudava o cunhado em uma loja de roupas e cursava Odontologia.
O site Extra procurou a assessoria de imprensa da Polícia Civil em busca de informações sobre o andamento das investigações e se há pistas dos suspeitos, que fugiram após o tiro, mas não obteve retorno.