09 de julho de 2026

Com falsos médicos e descaso, Saúde lidera lista de problemas


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Imagem de arquivo do PS Municipal

De 2006 a 2012, Alexandre Ferreira (PSDB) comandou a Secretaria de Saúde. Os sete anos parecem ter não trazido a experiência necessária para que o hoje prefeito tivesse um bom desempenho nessa área tão delicada.

Desde que assumiu o comando da cidade, em 2013, a Saúde tem sido o setor em que a avaliação do governo de Alexandre é pior. Em 2015, com o escândalo dos falsos médicos, a falta de profissionais e o descaso com o atendimento à população, a Saúde também foi apontada por 40,5% dos francanos como a pior coisa que o prefeito Alexandre fez.

Os dados fazem parte da pesquisa de avaliação de governo encomendada pelo Comércio da Franca e realizada pelo Instituto Datalink, no período de 8 a 13 de dezembro. Na pesquisa, foram ouvidas 400 pessoas com mais de 16 anos, moradoras de dez bairros espalhados pela cidade.

Em julho deste ano, a polícia descobriu a ação de uma quadrilha de falsos médicos que atuavam atendendo em plantões de hospitais e prontos-socorros de cidades do interior de São Paulo. Em Franca, foram identificados até o momento nove falsários. Todos atuaram entre junho e dezembro de 2014 como profissionais contratados pelo ICV (Instituto Ciências da Vida) para trabalhar nos Prontos-socorros Infantil e “Álvaro Azzuz”. Segundo dados da própria Secretaria Municipal de Saúde, mais de 8 mil pessoas teriam passado pelas mãos dos falsários. Há denúncias de pelo menos três mortes. Entre elas, a de um menino de 1 ano, que morreu vítima de meningite.

Apesar da gravidade do caso, à época, o prefeito Alexandre Ferreira tentou contemporizar. Em entrevistas, Alexandre afirmava, sem apresentar qualquer prova, que os falsários eram pessoas com formação em medicina em outros países, apenas não teriam a revalidação do diploma. Afirmação desmentida pela polícia. Para a população, a falta de ação por parte da administração e a omissão do prefeito em determinar o fim do contrato com o ICV, empresa responsável pela contratação dos criminosos, foram a pior coisa que Alexandre Ferreira fez em 2015.

Além dos falsos médicos, outro problema ligado à Saúde, e que também foi apontado pelos francanos na pesquisa, foi a falta de médicos. Em maio, a UPA (Unidade de Pronto-atendimento) do Jardim Aeroporto foi inaugurada, mas não havia médicos para atender no local. Para que pudesse funcionar, médicos de outras unidades foram transferidos, mas não substituídos nos seus locais de origem, o que fez as queixas de falta de atendimento aumentarem. Para piorar, em outubro, com os bens bloqueados por permitir que o coordenador do Samu, o médico Rogério Welbert Ribeiro, recebesse por horas extras e plantões não trabalhados, a secretária municipal de Saúde Rosane Moscardini decidiu cumprir a lei e cortou as horas extras dos médicos da UPA, deixando a unidade também sem profissionais para atender. Para os francanos, mais uma mostra dos problemas da gestão Alexandre Ferreira.

Na Educação

Outra área crucial para a população em que a gestão Alexandre apresentou problemas, segundo a pesquisa Datalink, foi a Educação. Para os francanos, a perseguição feita pelo prefeito aos professores que comandaram uma das maiores greves de servidores municipais da história de Franca, no início deste ano, foi a segunda pior atitude do governo em 2015.

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