10 de julho de 2026

'Impeachment vira golpe quando não há fundamento legal'


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Dilma Rousseff (PT)

A presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou, nesta terça-feira (22), que o processo de impeachment, por si só, não é golpe, porque está previsto na Constituição, mas que "vira golpe quando não há nenhum fundamento legal".

A declaração foi feita em Salvador, durante a cerimônia de inauguração da estação Pirajá do metrô, que recebeu R$ 16,7 milhões de recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). No local, estavam presentes o governador da Bahia, Rui Costa (PT), e o prefeito da capital baiana, ACM Neto (DEM), entre outros políticos.

"A Constituição é clara: se faz impeachment quando há crime de responsabilidade. Não há contra mim nenhum crime de responsabilidade. Eu sequer fui julgada", disse a presidente.

"A tese do 'quanto pior, melhor' é pior para o povo brasileiro e melhor para uns poucos. O que nós temos de garantir é que o Brasil volte a crescer, volte a gerar emprego", continuou.

A petista disse que o Brasil não vive um regime parlamentarista, em que o chefe de governo é definido pelo parlamento, mas presidencialista, em que o presidente é eleito pela maioria dos votos.

"Não gostar do presidente, querer encurtar o tempo para chegar a ser presidente e perder eleições sistematicamente não são alegações previstas na Constituição [para que aconteça o impeachment]", alfinetou.

Dilma tocou no assunto do impedimento após ser interrompida por manifestantes contrários ao governo enquanto falava sobre a seca que atinge a região Nordeste. A presidente pediu calma à plateia e afirmou que as manifestações fazem parte da democracia.

O governador Rui Costa também defendeu o mandato da presidente. "Só quem pode mudar o presidente, o governador ou o prefeito é o voto do povo", disse. "Esse povo vai dizer 'respeitem meu voto'", completou o governador.

ACM Neto, do DEM, partido opositor a Dilma, que abriu a cerimônia, pediu que militantes evitassem confrontos durante a inauguração da estação do metrô.