10 de julho de 2026

Dilma pede que novos ministros façam 'o que for preciso' pelo crescimento


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Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Mariana Haubert, Eduardo Cucolo e Valdo Cruz
FolhaPress

A presidente Dilma Rousseff instruiu nesta segunda-feira (21) sua nova equipe econômica para que faça o "que for preciso" para retomar o crescimento econômico "sem guinadas e mudanças bruscas" e que trabalhe com "metas realistas e factíveis" para melhorar a contas públicas.

Dilma deu a orientação durante a cerimônia de posse dos ministros da Fazenda, Nelson Barbosa, e do Planejamento, Valdir Simão, realizada nesta tarde no Palácio do Planalto. Em um discurso de cerca de doze minutos, a presidente repetiu várias vezes que é possível conviver com o ajuste fiscal e com medidas para retomar o crescimento econômico, o que era sempre cobrado do agora ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy.

"A alteração da equipe econômica não altera nossos objetivos. [...] Estão prontos para serem a equipe equilíbrio fiscal e da retomada do crescimento", disse.

A presidente destacou que é preciso restabelecer o equilíbrio da economia, contendo a inflação e recuperando "com urgência" o crescimento econômico. A presidente também afirmou que continuará defendendo a ampliação do diálogo com o Congresso para que propostas do ajuste fiscal ainda pendentes possam ser analisadas no próximo ano.

Titular do Planejamento até a semana passada, Barbosa assume a Fazenda nesta segunda (21) no lugar de Joaquim Levy. Já Valdir Simão deixou a CGU (Controladoria-Geral da União) para assumir o Planejamento.

Nesta segunda, o novo ministro anunciou a empresários que o governo deve enviar, no começo do próximo ano, uma proposta de reforma da Previdência ao Congresso Nacional, com o estabelecimento de uma idade mínima para aposentadoria.

De acordo com ele, nos últimos meses, vários ministérios têm trabalhado em uma proposta de reforma do sistema de seguridade social, incluindo a idade mínima obrigatória.

De acordo com o ministro, o governo trabalha atualmente com duas propostas, ambas com o objetivo de adaptar os limites de idade para a aposentadoria à evolução demográfica da população brasileira.

Uma delas tornaria o fator 85/95 móvel, o que simularia uma movimentação na idade mínima para a aposentadoria. Essa solução, de acordo com Barbosa, é defendida por parte dos trabalhadores brasileiros.