A polícia indiciou Ricardo Najjar, 23, sob suspeita de matar a filha. Sophia, 4, morreu no dia 2 de dezembro, no apartamento de Ricardo, na zona sul de São Paulo.
Na época, Ricardo disse à polícia que entrou no banho e ao sair, dez minutos depois, achou a menina "caída, com um saco plástico no rosto". Principal suspeito, o pai foi preso dois dias depois da morte, no velório de Sophia.
Em todos os depoimentos, Ricardo sempre alegou inocência. O advogado dele, Marcelo Rocha Gomes de Sá, foi procurado, mas não respondeu aos recados.
Segundo Alexandre de Moraes, secretário da Segurança Pública do Estado, "todas as investigações levaram ao pai como o autor". O laudo apontou que a menina foi morta por asfixia.
"Há lesões no tímpano, o que indica que tomou um tapa no ouvido. E também lesões na boca, a sugerir que, enquanto chorava ou gritava, o pai teria tentado calá-la com as mãos", afirmou Moraes. O secretário disse ainda que os exames descartaram violência sexual.
De acordo com Ricardo, ninguém estava no apartamento além dele e da filha - a mãe da criança, com quem ele nunca foi casado, não morava no local. Os investigadores não encontraram sinais de arrombamento."O pai entrou em contradição várias vezes. Primeiro, disse que não conseguiu tirar a sacola da cabeça da filha, mas os exames mostraram que ela não estava aderida à cabeça da criança. Sophia também tinha diversos hematomas pelo corpo", afirmou a delegada Ana Paula Garcia.
Uma das coisas que chamaram a atenção da polícia foi a situação do apartamento de Ricardo, que estava desorganizado. Segundo a polícia, ele atuou sozinho, mas não foi possível, até o momento, chegar à motivação do crime.
Os responsáveis pela investigação afirmaram que não havia um histórico de agressão do pai contra a filha, mas disseram que Ricardo já passou por diversos "episódios de fúria", "atirando objetos ou até mesmo batendo a própria cabeça na parede".