William Cardoso
Do FolhaPress
O sistema Cantareira deverá sair do volume morto até o dia 29 de dezembro, caso mantenha nos próximos dias a média de entrada de água da primeira quinzena deste mês. Por dia, o reservatório tem conseguido "poupar", em média 3,45 milhões de metros cúbicos de água.
Nesta terça (15), faltavam 45,3 milhões de metros cúbicos para o Cantareira voltar ao "nível zero" e sair do volume morto. Dessa forma, seriam necessários mais 13 dias para terminar de cobrir os 287,5 milhões de metros cúbicos da reserva técnica.
O Cantareira tem conseguido poupar água porque recebeu em dezembro, até ontem, 53,25 metros cúbicos por segundo. Como a Sabesp tem retirado, em média, 13,37 metros cúbicos por segundo, há uma "sobra" de água suficiente para tirar as represas que integram o sistema do negativo.
O primeiro volume começou a ser usado pela Sabesp em 16 de maio de 2014, quando a companhia passou a retirar por meio de bombas a reserva de 182,5 milhões de metros cúbicos. O governo gastou ao menos R$ 80 milhões com as bombas necessárias para puxar a água que estava abaixo do nível de captação. Em 24 de outubro do ano passado, às vésperas das eleições, foram acrescentados mais 105 milhões de metros cúbicos ao sistema (o segundo volume morto).
O Cantareira operou nesta terça com 19,1% da capacidade total. Hoje, o sistema abastece quase a metade das 9 milhões de pessoas para as quais fornecia água antes do início da crise. Parte da população passou a receber água do sistema Guarapiranga, que tem 86,6% da capacidade, e do Alto Tietê, com 20,2%.
CHUVA
A média de entrada de água tem sido a maior para o período desde 2009, quando o Cantareira recebeu nos primeiros 15 dias de dezembro 115,6 metros cúbicos por segundo. Na ocasião, o reservatório teve 242,2 mm de chuva na primeira quinzena do mês. Até esta terça, foram 131,3 mm, ante uma média histórica de 219,4 mm para dezembro.