Daquela grande pedra brota imensa Luz. Ela me prende como uma libélula em volta da lâmpada. Sua luz líquida derrama-se sobre as ondas da noite. Ondulam uma, duas, a terceira maior que as anteriores, tocam meus pés.
Mamãe me dizia: Seja sal. Mas nunca entendi bem o que ela queria. Só sei das águas aqui; desenrolam-se nos fios negros, fios dourados, beijam meu dorso de pedra. Fecho meus olhos de ciprestes tristes e vêm as ondas novamente limpar do sal interno, refrescam ao me trazer o verão para dentro de casa.
Às vezes, com o vento, os fios mágicos da água derramando banham passarinhas. Elas têm porta, janelinhas e cantarolam felizes pela chuva. Estão aqui e, ao mesmo instante, já se foram