Atualizado às 14h15
Uma operação da Polícia Federal passou por Franca e região nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, 1º, e fez um arrastão contra o crime organizado. Denominada Golden Boy, a ação dos policiais tinha previsto o cumprimento de cinco mandados de prisão e oito mandados de busca e apreensão aqui e em Guará.
Segundo informações da PF, em nota oficial, “a operação voltada à repreensão de crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro, começou em abril deste ano e constatou a existência de inúmeras irregularidades em contratos agrícolas realizados através de agências do Banco do Brasil”.
A Polícia Federal identificou os integrantes da quadrilha composta por gerentes, engenheiro ambiental e outros profissionais. Ainda segundo a nota, “a fraude consistia no uso do nome de terceiros para abrir contas e, com base em laudos técnicos e cartas de anuências falsas, liberar um montante aproximado de meio milhão de reais a título de financiamento agrícolas e empréstimos”.
Os contratos fraudados já somam R$ 4,5 milhões, mas os agentes afirmam que a organização possa ter movimentado cerca de R$ 35 milhões.
OS ENVOLVIDOS
A Polícia Federal de Ribeirão Preto fez uma coletiva de imprensa na manhã de hoje detalhando o caso. Os presos são: Rafael Garcia Spirlandeli e Alexandre Rosato (ex-gerentes da agência do Banco do Brasil de Guará), Guilherme Badran Abdala, engenheiro ambiental, e Diego Junqueira Pereira e Thaylisson Ribeiro Pereira. Diego e Thaylisson não teriam ligação com o banco, mas agiam como aliciadores de “laranjas”. Porém a PF não afirmou se os presos foram pegos em Franca.
De acordo com o delegado Flávio Reis, o chefe do esquema era o gerente do banco, que pediu demissão quando soube que o banco iria abrir uma investigação interna para apurar as denúncias. “Contas eram abertas nos nomes dos ‘laranjas’ com cadastros de empréstimos já aprovados pelo gerente geral da agência. Nestes cadastros eram inseridas informações falsas que permitiam que eles tivessem uma capacidade financeira muito maior do que a real”, explicou o delegado durante a coletiva.
Além dos suspeitos que foram presos, vítimas também estiveram na delegacia durante à manhã.