Quando a paz
soava imperturbável
e a felicidade
indestrutível,
um vendaval
com nome e rosto
de mulher varreu
minha vida.
Agora resta
rolar na cama,
insone, à procura
do corpo ausente.
Resta sufocar
a memória,
no solitário copo
do vinho antigo.
Olhar para as paredes
duras e indiferentes
enquanto espero
a próxima ilusão.