08 de julho de 2026

Franca, 191 anos


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Franca, 191 anos. Essa cidade da foto não existe mais. É a Franca dos anos 50 e 60. E, na comparação com outra, que fosse tirada no mesmo ângulo – de cima do Prédio dos Bancários, é que se perceberia como mudou. A rua comprida que aparece, é a Voluntários da Franca. Lá no horizonte, o primeiro edifício alto da cidade. À direita, a imponente Catedral. Quando o viaduto - cuja metade aparece também à direita – foi construído, parte da população achou estranho o nome que recebeu. Afinal era uma ponte, que substituiria a pinguela que existia ali. Ficava sobre o Córrego, nenhum carro traficava sob ela. Recentemente surgiu uma avenida, cujos lados margeiam o fio de água e aí, sim, passou a ser apropriadamente, um viaduto.

A grande construção também à direita era, na ocasião, o Calçados Palermo, pujante empresa de calçados da cidade. No quarto superior, à esquerda, vê-se outro prédio, grande, pintado de cor clara: loja e fábrica de móveis administrados pelo proprietário, Sr. Primo Meneghetti. Naquele espaço, quarteirão inteiro, hoje existe uma igreja evangélica.

Poucos carros nas ruas. A cidade era separada em quatro partes Centro, Estação, Vila Nova e Cidade Nova. Por esta época, todo mundo conhecia todo mundo; as famílias guardavam a chave de casa nos vasos de samambaia do alpendre; médicos e dentistas eram poucos, mas davam conta do recado; o lazer da população era principalmente passeios na praça central, aos domingos, para ver a banda passar, tomar sorvete e comer pipoca. Cinco cinemas – Santo Antônio, Avenida, Odeon, São Luiz e Cine Teatro Santa Maria. Havia a AEC – Associação dos Empregados no Comércio de Franca frequentada principalmente por estudantes. Nadava-se na piscina do sêo Antônio, no mesmo lugar onde é hoje parte do antigo Clube dos Bagres. Franca já era terra do basquete e a gente era feliz, mas não sabia.