08 de julho de 2026

Manhãs de outubro


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Meus olhos são testemunhas das mais belas manhãs de outubro. Engulo meu grito mudo, que embriaga e enlouquece.

No envolto que a lágrima faz, tem o bálsamo que alivia.

Na certeza de um novo amanhecer, eu abraço o mundo agora.

Quero te ver outra vez, no encontro que alcança o céu.

Ouço então meu grito mudo, como gigante que adormece.

Os destroços de minha calma

Me despertam neste contêiner.

Vejo agora o azul do céu

que reluz e me faz crer.

Meus olhos são testemunhas das mais belas manhãs de outubro.

Engulo meu grito mudo, que embriaga e enlouquece.

Na esquina de uma saudade alivio a minha dor.

Se procuro e não te encontro,

Sempre busco em outras rotas,

Mas em meio ao desencontro,

a saudade é que bifurca.

Volto esmagando a dor, pois sei que o destino às vezes nos desnorteia.

O amanhã já é certeiro, tenho tempo de amar, tempo de refletir.

Soltar a brisa em meu rosto, que mais parece uma aspersão.

Sua presença contagia,

Faz-me sentir feito criança afagada em seus braços.