09 de julho de 2026

Manobrista conta como foram últimos momentos de Rosane


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Rosane Berteli foi assassinada por Breno Helton da Costa Rezende
Há seis meses como manobrista do estacionamento onde Rosane Berteli foi assassinada por Breno Helton da Costa Rezende, Evandro Dias Araújo, foi a última pessoa que falou com a bancária antes que ela fosse abordada pelo ex-namorado. Ainda abalado, ele conversou com a reportagem do Comércio na noite de terça-feira. Ontem, ele deu novas informações sobre os minutos que antecederam ao crime.
 
Como foi a abordagem do Breno após ela chegar ao estacionamento? Você já o tinha visto lá?
Não, foi a primeira vez que ele apareceu no estacionamento. A Rosane chegou sozinha pouco depois das 18 horas e, quando já estava perto do carro, ele entrou e se aproximou de forma abrupta, com uma garrafa de água na mão. Não deu para ver que ele estava armado, mas parecia agitado. Quando ela se virou, se assustou ao vê-lo e me olhou quando ele a abraçou.
 
Você estava conversando com a Rosane ou por perto?
Estava na guarita. Eles se abraçaram e ficaram conversando por um tempo. Como ela não me falou nada sobre estar com medo ou incomodada quando me aproximei para dizer que ia fechar o portão, deixei os dois. A Rosane, que era muito gente boa e educada, só me pediu para deixar o cadeado aberto, que ela fecharia tudo e que eu poderia ir embora. Eles continuaram conversando e nos despedimos.
 
Como você soube do assassinato da Rosane?
Eu saí de lá e fui até o outro estacionamento da minha patroa. Depois, fui para casa. Assim que cheguei, fui avisado por telefone. Como ela desceu a rua e viu a movimentação da polícia, soube do que aconteceu, me ligou e me contou. Voltei. Todos ficamos desesperados. Nem dormi direito à noite e não consigo esquecer o momento que a vi lá, morta.