11 de julho de 2026

Voluntária é assassinada após culto evangélico ao dar carona a casal


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Vítima tinha 55 anos e voltava de culto evangélico

Uma voluntária foi morta depois de dar carona a uma casal de conhecidos, em Ribeirão Preto, no último domingo, dia 30.

A mulher de 55 anos trabalhava em causas sociais e já havia ajudado o casal em outras ocasiões. Ao sair de um culto evangélico, a voluntária deu carona a Roger Max Soares, de 26 anos, e Rebeca Soares da Silva, de 25. O casal obrigou a vítima a dirigir até um canavial às margens da Rodovia Anhanguera, em Jardinópolis.

A voluntária foi assassinada e o casal fugiu com dinheiro, cartões e o carro da vítima. Entretanto, ao passarem por um blitz, Roger e Rebeca foram abordados. Sem darem informações convincentes sobre como estavam em posse do veículo e onde estaria a dona do carro, ambos foram levados à delegacia. "Depois de algumas indagações a respeito da procedência do veículo e do paradeiro da vítima, ele [Roger] acabou confessando que havia obrigado a vítima a dirigir o veículo até um canavial, e que nesse local ele a matou, por ela ter se recusado a fornecer senhas de cartões de crédito para ele realizar saques", contou Danilo Daltoso, tenente da PM, ao G1.

O tenente explicou que Roger fabricou uma faca artesanal, usando um cabo de vassoura e uma tesoura, para cometer o crime. "Ele teve um desentendimento com vizinhos, que ameaçaram ele de morte, tanto ele como a namorada. Ele tentou levantar dinheiro para comprar uma arma e matar esses vizinhos que ele tinha desafeto", disse Daltoso.

Roger negou arrependimento, enquanto Rebeca alegava não ter envolvimento no crime, afirmando ter sido ameaçada pelo companheiro. "Eles confessam de maneira fria, calculista, como mataram a vítima apenas para roubar o carro e dinheiro. Ele confeccionou uma faca artesanal e depois atraiu a vítima por uma suposta carona. Assim perpetuou o roubo. A mulher foi conivente porque não procurou a polícia. Ele matou a mulher, foi para Ribeirão Preto e depois voltou para Jardinópolis. Ela tinha condições de denunciá-lo, não o fez porque era comparsa", falou o delegado Cesar Augusto de França, que acredita em crime premeditado. O delegado revela ainda que Roger já é conhecido nos meios policias por ser agressivo e ter personalidade distorcida.

Os dois suspeitos foram presos em flagrante e autuados por latrocínio e ocultação de cadáver.