O corpo da menina Gabrielle Santos Ferreira, de 6 anos, desaparecida em um apartamento do condomínio da CDHU em Conchal, São Paulo, no dia 15, foi encontrado na tarde da última quinta-feira, dia 20.
Denúncias levaram a um terreno baldio próximo ao condomínio. A área havia sido vasculhada anteriormente, sem que nada fosse encontrado. A suspeita era de que a criança fora morta em outro local, sendo o corpo transportado para o terreno na manhã do dia 20. Gabrielle foi encontrada com as mãos amarradas, uma faca cravada no pescoço e enrolada em um lençol. Na noite de sexta-feira, dia 21, Marcelo Pedroni, 31, foi preso pela polícia e confessou o crime. Ele era morador do condomínio e trabalhava como catador de laranjas. "Ele confessou, disse que cometeu o crime minutos depois que sequestrou a garota no corredor do prédio. Contou que não tinha motivo para matar a garota, apenas relatou que estava fora de si, pois havia feito uso de drogas e bebidas", contou o delegado Daniel Pinho ao site da UOL. Marcelo afirmou aos policias que não violentou Gabrielle, mas que golpeou-a com uma faca de cozinha até a morte. "Ele confessou que ficou com o corpo da menina dentro do apartamento até a madrugada de quinta-feira, quando decidiu se livrar do cadáver, já que o mau cheiro no local poderia levantar suspeitas", esclareceu o delegado.
Moradores de Conchal, ao saber da confissão, se revoltaram e foram até a delegacia para linchar Marcelo. O prédio chegou a ser depredado. A transferência do suspeito foi realizada, sendo que Marcelo agora está em Araras. A população, descontente com a mudança, incendiou ônibus, quebrou portas e janelas de bancos e lojas na cidade. Alguns moradores já foram detidos e ainda não foi contabilizado o prejuízo com as depredações.
Gabrielle estava com uma tia no apartamento, no dia do crime, quando desapareceu. Campanhas em redes sociais pediam informações a respeito do paradeiro da criança.