O cabo Carlos Eduardo Conceição Dias, conhecido como Eduardinho, foi executado na última quinta-feira, dia 20, na Praia da Reserva, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Segundo testemunhas, o cabo estava acompanhado de uma mulher, quando dois homens chegaram em uma moto e dispararam contra Eduardinho. Os tiros foram todos na cabeça da vítima. A mulher acabou fugindo antes da chegada da polícia.
Eduardinho era ex-genro de Ricardo Teixeira da Cruz, conhecido como Batman, chefe da maior milícia do Rio de Janeiro. Há dois anos, o policial foi acusado de envolvimento com o crime, mas acabou liberado por falta de provas. O inquérito foi arquivado. Um anel, com o rosto do personagem Batman, de acordo com informações da polícia, é a marca daqueles que estão na chefia da milícia. “Ao que parece, só integrantes da alta cúpula da milícia usam este anel. É uma joia cara feita de ouro”, contou Rivaldo Barbosa, delegado da Divisão de Homicídios, ao G1.
Eduardinho postava em seu perfil pessoal na internet, fotos de passeios, festas e sua rotina em academia. Tudo sempre envolvendo uma vida de luxo. O cabo recebia uma salário de R$ 2,9 mil e podia ganhar gratificações no valor de R$ 500 para efetivos em UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). As imagens mostravam que Eduardinho usava relógios de luxo, correntes de ouro, fazia passeios de helicóptero, além de possuir uma BMW 2011 (avaliada em cerca de R$ 75 mil).
Outras fotos, mostram o cabo ao lado de famosso, como o cantor Belo, o funkeiro Naldo Benny, os lutadores Rogério Minotouro e Rodrigo Minotauro, além de Wellington Muniz, o Ceará. Em uma das postagens, ele brinca com a frequência das viagens e passeios. "Curitiba, Belo Horizonte e Angra, semana que vem, o trem vai partir para São Paulo e, depois, Balneário Camboriú para fechar a conta e ver os prejuízos", comentou Eduardinho.