11 de julho de 2026

Empresária se revolta por não conseguir entrar em banco e tira a roupa


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Empresária se irritou com a porta detectora de metais que impediu sua entrada na agência bancária

Uma mulher se irritou após não conseguir passar pela porta de detecção de metais em um banco e tirou a roupa em protesto, na terça-feira, dia 18.

A empresária Zenilda Duarte, de 52 anos, afirma que perdeu cerca de 10 minutos tentando entrar na agência que fica em Aquidauana, Mato Grosso do Sul. "Cheguei ao banco com dois minutos para abrir e na fila já fui tirando tudo que não pode entrar como óculos, moeda, tudo que sei que não pode eu tirei e já coloquei em uma caixinha. Fui tentar passar pela porta e não consegui. O guarda pediu para eu tentar novamente e não consegui. Me dirigi ao funcionário do banco e disse tudo o que tinha na minha bolsa. Tinha uns objetos da igreja e ele disse que era aquilo que estava atrapalhando. Tirei os objetos, tentei de novo e não consegui", explicou Zenilda ao G1.

A empresária contou a policias que pediu até mesmo que um funcionário do banco vistoriasse sua bolsa, para confirmar que ela não carregava nada perigoso. Mesmo com o procedimento, Zenilda não foi autorizada a entrar na agência. “Eu fiquei revoltada e arranquei a roupa. Ele [funcionário] ironizou e ignorou o que estava dizendo. Fiquei nervosa, indignada e arranquei a roupa mesmo. Eles não falaram nada, só disseram que chamariam a polícia”, lembra a empresária. Zenilda ficou apenas de lingerie, sendo encaminhada para uma sala, onde se vestiu novamente e pôde realizar os procedimentos bancários que desejava.

Mário Donizete, delegado do 1º DP, esclarece que a atitude de Zenilda configura crime de ato obsceno. "Ela não chegou a ser presa porque é um crime de menor potencial. Já o caso, após concluído, vai ser encaminhado para o juizado especial criminal da comarca de Aquidauana e eles vão tomar as medias cabíveis", disse Mário. O delegado relata que o ocorrido não constituiu como um flagrante, portanto, Zenilda não precisou pagar fiança e foi liberada. A empresária se disse humilhada com a recusa da agência em permitir sua entrada e revela estar arrependida por ter se exposto.