Deu à luz nesta quinta-feira (13) a menina paraguaia de 11 anos que ficou grávida após se estuprada por seu padrasto e não conseguiu autorização do governo para abortar. A gravidez da garota gerou um grande debate no país, cujas leis autorizam abortos apenas em caso de risco de morte para as mães e não considera casos de estupro.
O jornal La Nación informou que o parto foi feito por cesariana, realizada na sede da Cruz Vermelha em Assunção. Mãe e bebê passam bem e devem ser liberados para voltar para casa dentro de três dias. A identidade da família não foi divulgada.
Antes da gravidez, a menina pesava 34kg com 1,39 de altura. Elizabeth Torales, advogada da mãe da menina,entrará com pedido para que a criança e o recém-nascido fiquem sob custódia da mãe, que chegou a ser presa e é acusada de faltar com os cuidados com a filha. A mulher chegou a pedir o aborto para “salvar a vida da filha”, mas o pedido foi negado.
De acordo com as Nações Unidas, as chances de uma menor de 16 anos morrer no parto são quatro vezes maiores que as de uma mulher de mais de 20 anos.