08 de julho de 2026

Alexandre debocha sobre falso médico


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A UBS do Jardim Ângela Rosa fica na rua Ângela Rosa Scarabucci, 691, e funciona de segunda a sexta-feira, das 7 às 19 horas
Foi com respostas desconexas e ares de claro deboche que o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) se manifestou pela primeira vez sobre descoberta de um novo falsário que atuou como médico no Pronto-socorro Infantil de Franca entre junho e outubro de 2014. Durante a inauguração da UBS do Jardim Ângela Rosa, Alexandre foi diretamente questionado, por três vezes, sobre o caso, mas, sem respostas, discorreu sobre assuntos aleatórios. 
 
“Vamos inaugurar, no dia 21, o Pronto-socorro Infantil. Toda a unidade foi transformada para atender a criança. Então, os banquinhos são menores, os banheiros adaptados, as paredes todas têm desenhinho de bichinho...”, disse o prefeito em uma das oportunidades sem garantir, no entanto, se os médicos que lá trabalharão serão “de verdade”.
 
As declarações foram dadas ontem, dois dias após o Comércio denunciar com exclusividade a atuação em Franca de mais um falsário contratado pelo ICV (Instituto Ciência da Vida) que, assim como Pablo Mussolim, utilizava criminalmente o registro no CRM (Conselho Regional de Medicina) de um profissional regular.
 
Em Franca, o segundo descoberto se passou por Danilo Bringel Landim, médico recém-formado que reside em Brejo Santo, no Ceará. O nome havia sido mantido em sigilo no último domingo em respeito a um pedido da polícia. Segundo a delegada Fernanda Ueda, responsável pela investigação, em breve será efetuada a prisão do segundo falsário.
 
A conversa absurda com Alexandre começou a respeito das melhorias entregues à UBS do Jardim Ângela Rosa. Sobre esse assunto, todas as perguntas foram prontamente respondidas com coerência. O tom da conversa ficou estranho quando a reportagem perguntou como o prefeito, que apontava investimentos na Saúde, encarava a descoberta de um novo falso médico na Rede Pública. “O nosso trabalho na Saúde é para que a gente possa melhorar cada vez mais o nosso atendimento”, disse antes de emendar: “Isso é importante porque o paciente diabético, o paciente hipertenso, normalmente é mais idoso. Esse paciente precisa ser acolhido com carinho, com afeição - e precisa ter resolvido seu problema na medida em que a gente oferece um medicamento correto pra ele”, ignorando ainda o abandono da Casa do Diabético. O local segue sem atendimento de especialistas e com consultas agendadas para 2016.
 
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